terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Conservação da Biodiversidade em Portugal


Portugal, no enquadramento europeu, é considerado um país rico e diversificado em flora e fauna.
Além das espécies tipicamente atlânticas, pode encontrar-se um grande número de espécies de
origem mediterrânea em Portugal. Possui, além disso, um elevado número de endemismos, assim
como espécies consideradas como relíquias do ponto de vista genético / biogeográfico. Os factores
decisivos para esta realidade são não só os da sua origem natural — uma vez que Portugal se encontra
no enclave de três regiões biogeográficas, recebendo influências atlânticas e mediterrâneas — mas
também os séculos de actividade humana que facultou condições ecológicas para uma evolução
harmoniosa.

Contudo, a biodiversidade existente em Portugal está ameaçada e a sua principal causa são as
modificações resultantes do processo de desenvolvimento da economia agrícola: alterações do uso
do solo, abandono de terrenos agrícolas, intensificação dos processos agrícolas, degradação da
qualidade ambiental de alguns habitats, pressão urbana sobre sistemas frágeis, são alguns dos
aspectos mais comuns e prejudiciais para a manutenção da biodiversidade.

Os incêndios fazem parte do ciclo natural das florestas. Antes do Homem ter uma participação activa
nestes fenómenos, os fogos florestais ocorriam espontaneamente num intervalo médio de 100-200
anos, estando assegurada a manutenção da reprodução dos insectos e plantas que dependiam da
floresta. Hoje em dia estes acontecimentos, por vezes de forma incontrolável e com proporções
alarmantes, são uma das principais causas da perda significativa de biodiversidade em povoamentos
florestais, assim como da redução da produção florestal.
Os incêndios queimam, em média, mais de 50.000 ha de floresta por ano em Portugal


Portugal detém uma grande diversidade florística e faunística, para a qual contribui de forma
considerável o território insular, situado no Oceano Atlântico e inserido na região da Macaronésia.
Possui um elevado número de endemismos, bem como espécies que são consideradas “relíquias” do
ponto de vista biogeográfico e genético.

Pode, assim, dizer-se que estamos perante uma situação bastante diversificada em termos de
património natural, embora variando de intensidade e significado com as épocas e as regiões.
Relativamente ao estado da flora e fauna em Portugal Continental, o “Relatório do Estado do Ambiente
de 1998” refere de forma relativamente detalhada o número e designação das espécies existentes,
bem como o seu estado de protecção.


Flora


As principais zonas de ocorrência da vegetação natural portuguesa são o litoral rochoso ou arenoso,
com especial destaque para a costa sudoeste, o nordeste transmontano e o planalto central da Serra
da Estrela.
Existem cerca de 3.000 espécies da flora vascular identificadas, das quais 124 são protegidas. Em
1996 foi possível completar estudos relacionados com a distribuição, biologia, evolução, potencial e
estado de conservação para 293 espécies de flora que, conjuntamente com a aplicação da Directiva
Habitats, permitiu concluir que 56% das espécies diminuíram a sua área de ocorrência, 26%
aumentaram e 18% mantiveram a mesma área de ocorrência.


Fauna


No que diz respeito à fauna, a publicação, em 1990, do Livro Vermelho dos Vertebrados em Portugal,
permitiu reunir conhecimentos sobre o estado dos diversos grupos taxonómicos.


In; Relatório do Estado do Ambiente 1999 — Biodiversidade

http://www.iambiente.pt/rea99/docs/26biodiv.pdf
















































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